• Acupuntura na infertilidade

    Antes demais importa clarificar o que se entende por “infértil”. A Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução define a infertilidade como “incapacidade de um casal conceber ou levar a bom termo uma gravidez, depois de pelo menos um ano de relacionamento sexual regular sem qualquer protecção”. Ou seja, na maioria dos casos estamos perante uma “subfertilidade” e não uma total incapacidade para procriar. A MTC pode, nestes casos, potenciar a fertilidade natural do casal, com a vantagem de ser isento de riscos.

    Enquanto a Medicina Ocidental tende a ter uma visão do corpo como um conjunto de partes de uma máquina, a Medicina Tradicional Chinesa vê o indivíduo como um ecossistema, em que cada parte influencia e depende da outra. Descreve o sistema reprodutor como uma rede de sistemas de energia, em que cada sistema energético tem órgãos associados e respostas hormonais. Esta rede reage ao stress, aos químicos, à dieta, à falta de exercício, às emoções em excesso, em que qualquer um pode levar o corpo a um “desequilíbrio”.

    No Ponto da Fertilidade o indivíduo ou casal é avaliado à luz da MTC e é prescrito um tratamento individual que pode incluir Acupuntura, Fitoterapia Chinesa e Dietética.

    O diagnóstico médico ocidental (por exemplo endometriose, ovários poliquísticos ou má qualidade espermática), se existir, também é incluído na escolha da abordagem terapêutica.

    A MTC dá muito ênfase ao ciclo menstrual e às suas características, sendo a sua regulação central na abordagem terapêutica.

    A Acupuntura trabalha o eixo hipotálamo - hipófise – ovário, ajudando a regular as hormonas que regulam a fertilidade e ovulação, nomeadamente o FSH, o LH, o estradiol e a progesterona.

    No homem trabalha a qualidade e quantidade dos espermatozoides.

    A acupuntura reduz o stress, sendo conhecido o seu efeito na libertação de beta-endorfina e relaxamento do sistema nervoso simpático.

    É estudado o seu efeito na regulação do sistema imunitário e resposta inflamatória, que tem igualmente um papel importante na fertilidade.

  • Acompanhamento de tratamentos de Procriação Medicamente Assistida

    O recurso a acupuntura em simultâneo com técnicas de PMA tem sido largamente estudado. Permite, na mulher, melhorar o fluxo de sangue aos ovários e útero, potenciando a resposta à estimulação ovárica e a espessura do endométrio. Reduz as contrações uterinas facilitando a implantação.

    No homem potencia a contagem e mobilidade dos espermatozoides.

    Reduz o stress e permite ao casal uma sensação de maior controlo e bem-estar.

    Deve ser, idealmente, iniciado 2 a 3 meses antes do tratamento e estende-se até às 12 semanas de gestação.

  • Acupunctura na gravidez /indução do trabalho de parto

    A acupuntura durante a gravidez pode ser usada com segurança e representa uma boa escolha para náuseas, ansiedade, labilidade emocional, depressão e insónias.Pode estimular o bebé a “dar a volta” quando se encontra em apresentação pélvica e, encontrando-se o corpo fisiologicamente preparado, a acupuntura pode ser usada para facilitar o encaixe do bebé no canal pélvico e para a indução do trabalho de parto.

  • Saúde feminina

    Indicado para mulheres que não estão a pensar engravidar de momento, mas têm dores menstruais, ciclos irregulares, amenorreia pós pílula, querem conhecer-se melhor a si e ao seu corpo, querem aprender o método natural de fertilidade. Ou ainda para mulheres na menopausa que precisam de ajuda para regular os sintomas associados.

  • Osteopatia e Osteopatia na Infertilidade

    “A Osteopatia é um sistema estabelecido e reconhecido de diagnóstico e tratamento, que tem como ênfase principal, a integridade estrutural e funcional do corpo. É distinta no fato de reconhecer que a maior parte da dor e incapacidade que sentimos, advém de disfunções da estrutura corporal, assim como, lesões provocadas pela doença.” General Osteopathic Council.

    Usando exclusivamente técnicas manuais, tem como objetivo restabelecer o equilíbrio no sistema músculo-esquelético, visceral e sacro-craniano, procurando devolver a liberdade de movimento a qualquer estrutura do organismo.

    Os princípios da osteopatia contribuem para o bom funcionamento do aparelho reprodutor (feminino e masculino), melhorando a sua mobilidade, inervação e vascularização. Restrições de fáscias e/ou congestões linfáticas alteram o funcionamento dos órgãos pélvicos, resultando na alteração funcional dos mesmos.

    Diversos fatores fisiológicos podem causar dificuldade na conceção, quer sejam fatores a nível fascial, como o tecido cicatricial, que origina restrição fascial, restrição a nível da mobilidade pélvica ou do sistema reprodutor. Na compreensão do conceito de terapia manual como tratamento da infertilidade é obrigatório considerar o ambiente reprodutivo e a anatomia a nível celular. Todo o sistema arterial, venoso e linfático deve fluir sem restrições. Os ligamentos uterovesicais que unem a bexiga ao útero, os ligamentos útero-sacro que ajudam a suspender o útero posteriormente, o sistema urogenital que também é suportado por ligamentos ováricos, ligamentos suspensórios e tubo-ovarianos, são importantes na estrutura e função dos órgãos pélvicos. Uma correta mobilidade de todo este sistema significa um melhor funcionamento.

    A intervenção da Osteopatia em ginecologia pode contribuir para a regulação do ciclo menstrual; para o alívio de dores menstruais, regulação hormonal, para tratar problemas urinários e para melhorar a irrigação sanguínea ao útero e ovários.