Os AVCs estão em fraco aumento no nosso país, e no Ocidente em geral. Um recente estudo doJournal of Neuroinflammation chamou a atenção para os grande benefícios que a Acupuntcura pode trazer nesta patologia, quer na recuperação, quer, e sobretudo, na prevenção.

1. Por que razão o número de AVCs está a aumentar?
Há essencialmente quatro principais causa de AVC: o avançar da idade, maus hábitos alimentares (que levam à obesidade), hipertensão arterial e o tabaco. E todos os números associados a estes factores são extremamente altos e, com tendência para aumentar. Portugal atravessa uma fase em que a nossa pirâmide etária é essencialmente envelhecida, o que leva aum aumento do risco de AVC, pois estima-se que 75% destes acidentes ocorram após os 65 anos de idade. No que respeita aos problemas de saúde com maior probabilidade de associação, basta olharmos para a sua incidência no mundo: o contínuo aumento de adultos com excesso de peso ou obesidade, a crescente tendência para as crianças também terem excesso de peso, e a enorme quantidade de hipertensos e diabéticos. Sem falar de que todas estas doenças estão associadas ao sedentarismo e aos maus hábitos de vida. Ora, se não fumar, ter bons hábitos alimentares e praticar regularmente exercício físico são factores que auxiliam a prevenção de um AVC mas que, não tem sido praticados pelos portugueses, é normal que a tendência seja para que a incidência do AVC continue a crescer.

2. Como é que a acupunctura pode proteger o cérebro de lesões, como derrames, e tem um efeito anti-inflamatório em pessoas que sofreram acidentes vasculares cerebrais?

Na visão da Medicina Tradicional Chinesa, todo o corpo é percorrido por meridianos de energia (Yin e Yang) que, quando estão em desequilíbrio, originam as doenças e problemas de saúde. Nesta visão Oriental, o acidente vascular cerebral é causado por um desequilíbrio energético cuja causa e origem é passível de ser descoberta por um especialista em Medicina Tradicional Chinesa. Na prática, este desequilíbrio de Yin ou Yang, pode ser causao por uma deficiência, ou por um excesso de energia num determinado órgão, ou por um bloqueio energético (ou de sangue). O tratamento para esta patologia é possível através da acupunctura e da eletroacupunctura, pois ambas têm efeitos fisiológicos que podem influenciar a plástica do cérebro e, assim, o processo de reabilitação. A acupuntura é mais um método e não o único que pode ser usado na recuperação das sequelas do AVC e que, quando associada a outros métodos, como a fisioterapia tem um efeito ainda mais satisfatório.

3. Quais as Conclusões do estudo Journal of Neuroinflammation?
O estudo publicado pelo Journal of Neuroinflammation apontou que a acupuntura pode proteger o cérebro de lesões, como derrames, e ainda exercer um efeito anti-inflamatório após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). A investigação mostrou que a ativação de um ponto específico (chamado alpha-7nAChR) estimula a redução de produção da proteína HMGB1, responsável pela inflamação e necrose. Segundo a pesquisa, o método milenar da Medicina Tradicional Chinesa protege o cérebro contra a sua deterioração, estimulando pontos na superfície da pele que, imediatamente, são descodificados e interpretados pelo cérebro. Este último reage automaticamente, evitando que ocorra o temido AVC.

a) Acredita que sejam mesmo certas?
Diz a Dra. Chen: “Não só acredito como já tive a felicidade de o comprovar durante todos os anos em que trabalhei como Médica de MTC no Serviço de Urgências de Medicina Interna do Hospital de Tianjin, na China. Cerca de 60% dos pacientes que tratei com acupuntura sofriam de lesões cerebrais diversas. No Oriente, a acupuntura é efetivamente o principal método utilizado para recuperação deste tipo de problemas, pois reduz o risco de enfartes e melhora os resultados neurológico de quem a pratica com regularidade.

A Dra. Chen é especialista de tratamento nesta área, quando estudou na Faculdade de Tianjin foi aluna do Professor Shi Xue-Min, um dos mais respeitados nomes da área da Acupunctura para tratamentos nesta área, e criador do Método Xing Nai Kao Qiao de Acupunctura para tratamento de AVC’s, e trabalhou como interna para este grande cientista chinês. Para além disso, pode-se também usar acupunctura craniana (com ou sem estimulo eléctrico), um método mais clássico mas que tem sido muito investigado nestes anos. Baseado em conceitos de reflexologia, estes tipos de acupunctura têm provado uma enorma eficácia no tratamento de todos os géneros de enfermidades cerebrais ou mentais: desde a epilepsia ao tratamento de sequelas de acidentes vasculares cerebrais, ou na sua prevenção, Alzheimer e outras.

4. Qual a dimensão do problema das lesões cerebrais em Portugal (nomeadamente AVC)?
Não existem estudos fidedignos que apontam um número exacto da incidência de lesões cerebrais em Portugal. No entanto, estima-se que existam entre 13 mil a 14 mil novos casos todos os anos. O AVC, especificamente, é uma das principais causas de morte e de invalidez em todo o mundo. Em Portugal, embora a taxa de mortalidade esteja a diminuir, é a primeira causa de mortalidade e de incapacidade – 160 mortes por 100 mil habitantes por ano, o dobro da média europeia e o dobro de Espanha.
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5. Quais os principais grupos afectados por este problema (idade, género, estilo de vida)
Apesar do AVC ainda ser considerada uma doença do envelhecimento, tem vindo, cada vez mais, a afectar pessoas de todas as idades. E o estilo de vida é, sem dúvida, um dos grandes responsáveis pela sua ocorrência na população mais jovem: vidas mais desregradas, alimentação inadequada e hábitos prejudiciais.

6. Que comparação faz de eficácia e efeitos secundários entre a abordagem farmacológica da Medicina Ocidental vs a Acupunctura da Medicina Tradicional Chinesa?
Apesar das técnicas da Medicina Tradicional Chinesa não possuírem quaisquer efeitos secundários comprovados e apresentarem estudos que revelam a sua eficácia (igual ou, por vezes superior) na prevenção e tratamento das mais diversas patologias, a verdade é que muitas vezes, quando nos procuram, as pessoas já vêm “de rastos” e completamente desesperadas com as falhas nos tratamentos da Medicina Ocidental. As nossas técnicas ainda não são consideradas como as primárias pela população em geral, à excepção dos nossos pacientes. Como tal, por vezes a recuperação acaba por ser mais difícil do que seria se nos procurassem logo no primeiro instante.

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